Em uma semana, o futebol mundial chamou atenção por algo que corre por fora das quatro linhas. Racismo, machismo e um pequeno toque de ignorância entraram em campo e, nessa partida, a minoria foi mais ferida do que um gol no último minuto dos acréscimos. O futebol, esse esporte que não nasceu aqui, mas que é uma das maiores paixões do povo brasileiro, não foi destaque por aquilo que faz todos nós nos encantarmos e nos arrepiarmos na última semana. No lugar do gol, veio a ferida; no lugar do arrepio, a inconformidade. Em quatro estádios diferentes, uma igualdade: a misoginia! Portugal, no play-off da maior competição de clubes de futebol: após a coisa mais importante e gratificante desse esporte, o gol, Vinícius Junior foi para a bandeirinha de escanteio e bailou. Bailou para comemorar um golaço e, em seguida, foi chamado por pelo menos três vezes de "mono", tradução de macaco em espanhol, pelo argentino Gianluca Prestianni, como foi dito por Mbappé, companheiro de equipe do V...
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