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993 mil crianças e adolescentes estão sem frequentar a escola. Negros, aponta pesquisa do Fundo Das Nações Unidas para a Infância ( Unicef )

Negros e Indígenas representam mais do que a metade desse número


Por: Leonardo Guimarães 



Reprodução/Flickr/Agência Brasil 

Segundo levantamento do Fundo Das Nações Unidas para a Infância ( Unicef ), que foi divulgado na última segunda-feira ( 28 ), 993 mil crianças e adolescentes estão sem frequentar a escola no Brasil. Negros e indígenas representam mais do que a metade das 993 mil crianças em exclusão escolar, 67%. 

Nos últimos oito anos 993 mil crianças e adolescentes, entre 4 e 17 anos, não frequentam a escola. O levantamento feito pela Unicef foi fruto da pesquisa realizada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios ( PNDA ), que pertence ao IBGE. 

Segundo o documento, os mais prejudicados com a falta de ensino são os meninos, sendo 55% impactados. Com 665,3 mil jovens e adolescentes sendo negros ou indígenas, a pesquisa ainda apontou que mais que a metade desses jovens vivem nos 20% lugares mais pobres do país, o que deixa visível a desigualdade social dentro da educação brasileira. 790 mil crianças ( 80,86 % ) vivem em zona urbana. Já os outros 19,63 %, que representa 195 mil crianças, vivem em zona rural. 

Com escolaridade obrigatória estão os jovens de 
15 a 17 anos que contém o maior número de prejudicados, são 440 mil adolescentes sem frequentar a escola. Crianças de 0 a 3 anos, são, aproximadamente, 7 milhões fora das creches. Mesmo essa faixa etária nao sendo obrigatória, crianças com essa média de idade tem sua vaga na creche garantida constitucionalmente. 

Com todos esses dados negativos, segundo o que aponta nas pesquisas, o Brasil fica abaixo do PNE, o Plano Nacional de Educação. O plano previa 
50% de crianças em creches até o ano de 2024.