Leilão contou com protesto e apenas 2 concorrentes
Por: Leonardo Guimarães
Na tarde de ontem, sexta-feira, 28, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas ( Republicanos ), leiloou as linhas 11- Coral, 12- Safira e 13- Jade que fazem parte da Companhia Paulista de Trens ( CPTM ). O grupo comporte, vencedor do leilão do lote alto Tietê, ficará responsável pelas três linhas por 25 anos e deverá investir cerca de 14,3 bilhões nas linhas.
Em leilão com poucos concorrentes e policiamento reforçada do lado de fora da B3, bolsa de valores da Cidade de São Paulo, onde aconteceu o leilão, por conta das agressões da polícia militar de São Paulo contra manifestantes que são contrários a privatização das linhas que ocorreu um dia antes do leilão, as empresas CCR e Comporte brigaram pelo lote que estava sendo leiloado.
A Comporte participações S.A ofereceu 2,57%. Já a CCR ofereceu 1,45% de desconto. O desconto é referente ao pagamento que o Governo Paulista deverá fazer ao vencedor do leilão, que tem um valor máximo de 1,49 bilhão por ano. Em contrato, o poder público deverá pagar esse valor para a empresa por conta das prestações de serviço.
Ameaça de greve e protesto
O sindicato dos trabalhadores ferroviários foram contra a privatização das linhas que ligam a Zona leste e mais dois municípios com o a zona central da cidade.
Usando as linhas 8- Diamante e 9 - Esmeralda de exemplo, o sindicato dos trabalhadores ferroviários se mostraram contrários a privatização das três linhas da CPTM, chegando a organizar uma greve nos trens da capital. A greve não aconteceu, mas ferroviários, familiares de ferroviários e militantes contrários a privatização foram na última quinta-feira, 28 protestar em frente à
Secretaria de transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, localizado bem no centro da capital Paulista.
O ato pacífico, terminou em uma verdadeira guerra com bombas de efeito moral e agressões físicas. A repressão policial terminou com manifestantes feridos e dois levados para a delegacia. Felizmente, não houve ninguém com ferimentos graves e os dois detidos foram liberados horas depois.
As que mais falham em São Paulo eram da CPTM e foram privatizadas
Com falhas como descarrilamento, atrasos, colisões e quebras de forma recorrente, as linhas, que eram da CPTM e foram privatizadas, tem como administração a empresa Via Mobilidade, que já chegou até a ser ameaçada pelo ministério público em março de 2023.
Na época havia acontecido dois descarrilamentos seguidos nas linhas e o Ministério público ameaçou extinguir o contrato, porém, alguns meses depois, as partes entraram em um acordo e a Via Mobilidade pagou 800 milhões pelo prejuízo que suas linhas deram.
Concedida na iniciática privada desde Janeiro de 2022, pela Via Mobilidade, às linhas 8 - Coral e 9 - Esmeralda tiveram 200 falhas entre 2023 e 2025.
Falhas das linhas 8 e 9 desde que foram privatizadas:
2023: 95 falhas
2024: 86
2025 ( por enquanto) : 19